Bahia — A contusão na coxa que afastou Luciano Juba até depois da Copa do Mundo obrigou Rogério Ceni a redesenhar todo o corredor esquerdo tricolor, abrindo espaço imediato para Iago Borduchi e devolvendo a Zé Guilherme uma chance rara de recuperar prestígio.
- Em resumo: Borduchi surge como substituto natural e já acumula nove jogos em 2026.
- Zé Guilherme tenta quebrar sequência de meses fora da lista da Série A.
Borduchi herda a vaga e vira termômetro do setor
Depois de oscilar na temporada, Iago Borduchi voltou a ganhar minutos contra Remo e Grêmio, convencendo a comissão de que pode manter o nível competitivo do Bahia enquanto Juba se recupera. Aos 29 anos, o lateral conhece os automatismos exigidos por Ceni e soma um gol e uma assistência em 2026, números que pesam a favor dele neste momento de transição.
A diretoria entende que a solução caseira é a mais segura, sobretudo porque o calendário afunila antes da pausa mundialista. Adaptações internas evitam gastos extras no mercado e preservam entrosamento, estratégia frequentemente defendida pela Confederação Brasileira de Futebol em seus manuais de licenciamento como caminho para sustentabilidade técnica e financeira.
“Sem ele (Juba) temos que mudar o sistema de jogo praticamente. Ele nos permite mudar o estilo de jogo sem mudar peças. Sem ele temos que mudar tudo”
A fala direta de Rogério Ceni expõe o tamanho da lacuna deixada pelo camisa 46: não se trata apenas da troca de um lateral, mas da perda de uma engrenagem capaz de alterar o desenho tático em pleno jogo sem substituições, algo raro no futebol brasileiro atual.
O retorno de Zé Guilherme ao radar principal
O desafio, porém, será recuperar ritmo após longo período atuando apenas em treinamentos. Caso aproveite as próximas semanas, o lateral tem chance real de reescrever sua trajetória no clube e, quem sabe, reabrir debate sobre quem deve assumir a reserva imediata quando Juba voltar.
Análise: impacto tático sem Luciano Juba
A ausência de Juba retira do Bahia a peça que possibilitava alternar entre construção curta por dentro e aceleração pelas pontas sem mexer nas demais posições. Com Borduchi, o time tende a ganhar consistência defensiva, mas perde imprevisibilidade ofensiva — efeito que pode tornar a equipe mais previsível diante de adversários que pressionam alto.
Ao mesmo tempo, a brecha cria laboratório para Ceni testar soluções híbridas, como avançar um volante para cobrir o lado esquerdo ou inverter extremos, amenizando a dependência de um único atleta. O sucesso dessas experiências pode determinar até onde o Tricolor chegará antes da paralisação do campeonato.
O que você acha? Borduchi manterá o padrão de Juba ou o Bahia precisará mudar seu jeito de atacar? Para acompanhar mais análises da Série A, acesse nossa editoria do Brasileirão.

