Palmeiras — O clube paulista tirou o pé da disputa por Thiago Almada depois de conhecer os números pedidos pelo Atlético de Madrid, mudança que abriu espaço para o Boca Juniors avançar pelo meia-atacante argentino.
- Em resumo: pedida dos espanhóis superou o teto financeiro alviverde.
- Boca Juniors oferece empréstimo com opção de compra e agrada ao jogador.
Exigência espanhola freia investida alviverde
O Atlético de Madrid deixou claro que pretende recuperar o investimento feito em Almada e fixou cifras consideradas inalcançáveis para os padrões do mercado brasileiro. A diretoria palmeirense, que monitorava o atleta de 25 anos para qualificar o setor de criação, preferiu não abrir negociação formal.
Segundo apuração publicada inicialmente pelo RTI Esporte e repercutida em veículos como a ESPN, o valor total da operação ultrapassaria o montante gasto pelo Verdão em suas três contratações mais caras somadas na temporada passada. O cenário financeiro, já pressionado por metas orçamentárias internas, tornou a tratativa impraticável.
Além da questão orçamental, pesa o posicionamento do Atlético: sem pressa para vender, o clube espanhol impõe cláusulas rígidas para que qualquer compra definitiva ocorra apenas após a Copa, janela na qual espera uma valorização extra do mercado europeu.
Boca Juniors assume a dianteira
Com Palmeiras e Flamengo fora do páreo, o Boca avançou com uma proposta de empréstimo de um ano, incluindo opção de compra pré-fixada. O pacote prevê minutagem elevada e a função de organizador tático do time xeneize, fatores decisivos para conquistar a confiança de Almada, ansioso por sequência que não teve em Madrid.
No Wanda Metropolitano, o meio-campista soma 40 partidas e quatro gols, mas a média de minutos em campo é modesta. A oportunidade de voltar à Argentina, se reencontrar com a torcida local e potencialmente disputar torneios continentais pesou na avaliação do atleta.
Análise: limites financeiros x ambição esportiva
A retirada do Palmeiras evidencia como a flutuação cambial e o aumento da concorrência europeia encarecem talentos formados na América do Sul. Mesmo clubes com receitas relevantes no cenário nacional esbarram em pedidas que, há poucos anos, eram direcionadas apenas a gigantes do Velho Continente.
Do outro lado, o Boca aposta em criatividade contratual: oferece visibilidade, sequência de jogos e mantém a chance de compra futura, mitigando riscos imediatos. A estratégia, comum em transações sul-americanas, mostra-se eficiente quando o jogador prioriza protagonismo esportivo sobre ganhos salariais absolutos.
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