Palmeiras — Em noite de posse improdutiva no Allianz Parque, o Verdão caiu por 1 a 0 diante do Cerro Porteño e deixou escapar a liderança do Grupo F da Libertadores.
- Em resumo: trinca de volantes deu volume, mas zero precisão ofensiva.
- Derrota empurrou o time de Abel Ferreira para a segunda colocação da chave.
Domínio de bola sem ameaça
Desde o apito inicial, o Palmeiras girou a bola, ocupou o campo rival e chegou a registrar 72% de posse. A aposta do técnico Abel Ferreira em Marlon Freitas, Emiliano Martínez e Andreas Pereira buscava controlar o meio, mas o trio pouco criou em profundidade.
Sem conseguir espaço nas pontas, Allan à direita e Jhon Arias à esquerda produziram pouco no mano a mano. Resultado: oito finalizações na etapa inicial, nenhuma na direção de Jean, goleiro paraguaio. Os números reforçam a dificuldade que a equipe teve para transformar domínio territorial em perigo real, situação frequentemente destacada em relatórios da Conmebol sobre eficácia ofensiva.
O público, acostumado a ver intensidade no Allianz, assistiu a um primeiro tempo morno. A cada ataque desperdiçado, crescia a confiança do Cerro, que marcava em bloco médio e esperava o erro alviverde.
Gol relâmpago desmonta Verdão
Logo aos dois minutos da etapa final, a paciência dos visitantes foi premiada. Em transição rápida pela meia direita, a defesa palestrina abriu espaço, e Vegetti empurrou para as redes. O golpe virou montanha para escalar.
Com a desvantagem, Abel desfez a trinca de volantes: trocou Emi Martínez e Andreas por Paulinho e Lucas Evangelista. A tentativa de injetar criatividade não surtiu efeito. Dos 11 chutes totais, somente um exigiu intervenção do goleiro rival, índice que escancara a deficiência na conclusão.
O Cerro recuou linhas, compactou o meio e apostou em contra-ataques. Ainda assim, manteve a partida sob controle até o apito final, assegurando a vitória que o coloca no topo do grupo com 10 pontos, contra 8 do Palmeiras.
Análise: a escolha que custou caro
Os fatos do Allianz indicam que a decisão de reforçar o meio-campo visava proteger a saída de bola e manter o time mais “seguro” defensivamente. Porém, ao abdicar de um armador mais agudo, Abel viu a equipe estéril próximo à área, facilitando o bloqueio paraguaio.
Quando precisou alterar a formação, o Palmeiras já estava atrás no placar e emocionalmente pressionado. O excesso de posse lateral e a falta de infiltração se somaram à pontaria inexistente, configurando um cenário em que a estratégia inicial se provou contraproducente.
O que você acha? Abel deve manter a trinca de volantes ou buscar um meio-campo mais criativo na rodada decisiva? Para acompanhar mais análises da Libertadores, acesse nossa cobertura completa.

