Palmeiras — Na última quinta-feira, dia 21, a derrota por 1 a 0 para o Cerro Porteño dentro do Allianz Parque acendeu o sinal de alerta e transformou Abel Ferreira no principal alvo de críticas da torcida alviverde.
- Em resumo: torcedores questionam o salário e pedem a demissão imediata do técnico português.
- Comparações com Gilson Kleina, líder do grupo em 2013, ganham força nas redes sociais.
Revés em casa expõe insatisfação da arquibancada
O tropeço contra o clube paraguaio provocou uma enxurrada de comentários negativos nas redes, com parte dos palmeirenses afirmando que o desempenho atual é o pior da Era Abel. As publicações apontam falta de criatividade ofensiva e perda de intensidade, fatores que colocam o trabalho do treinador sob questionamento inclusive entre sócios-torcedores — uma base de apoio historicamente fiel. De acordo com o regulamento da Conmebol, derrotas em casa complicam a situação em competições internacionais, aumentando a pressão por resultados imediatos.
O clamor popular ganhou tração quando contas influentes passaram a comparar o rendimento do português com o de antecessores de menor investimento, reforçando a tese de que o desempenho não condiz com a folha salarial atual.
“O nosso técnico ganha um baita salário e não consegue fazer um time desse nível jogar bola, Leila precisa demitir o pardal imediatamente”.
O comentário, reproduzido de um grupo de torcedores consultado pelo Antenados no Futebol, resume o sentimento de frustração que se espalhou após o apito final.
Números que ainda protegem o português
Mesmo sob fogo cruzado, Abel lidera com folga a lista de treinadores mais vitoriosos da história alviverde: são 11 taças e mais de 380 partidas. Esses dados sustentam o discurso da presidente Leila Pereira, que relembra o ciclo vitorioso iniciado em 2020 para justificar a continuidade do projeto esportivo.
“Até Gilson Kleina conseguiu ser líder do grupo em 2013 com um time bem pior, o português é só decepção ultimamente e precisa acordar, caso contrário, que saia do clube o quanto antes”.
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A comparação com Kleina, técnico que comandou o Palmeiras em cenário financeiro inferior, evidencia como a memória afetiva pode jogar contra conquistas recentes quando o desempenho despenca.
Análise: conquistas viram escudo ou fardo?
A crise atual coloca em xeque a gestão de legado no futebol brasileiro. Enquanto a diretoria sustenta Abel com base em títulos, parte da torcida prefere resultados imediatos e vê o passado recente como mera estatística. Esse choque de expectativas reflete um cenário recorrente em clubes de alto investimento: quando o desempenho cai, o histórico vitorioso vira simultaneamente escudo e peso extra.
Internamente, a insatisfação pode acelerar a necessidade de ajustes táticos e reforços. A reação do treinador nas próximas rodadas definirá se o respaldo institucional resistirá à pressão popular cada vez mais vocal.
O que você acha? Abel Ferreira ainda merece crédito pelos 11 títulos ou o Palmeiras precisa mudar já? Para acompanhar mais, acesse nossa cobertura completa.

