Flamengo — Na noite de 17/05/2026, o clube carioca arrancou um 1 a 1 diante do Athletico-PR na Arena da Baixada, mas o ponto conquistado foi insuficiente para afastar as dúvidas sobre o trabalho de Leonardo Jardim.
- Em resumo: Pedro empatou aos 39 min do 2º tempo e evitou revés rubro-negro.
- Desorganização defensiva e escolhas questionadas de Jardim mantiveram o time sob pressão.
Pressão em Curitiba revela falhas táticas
Desde o apito inicial, o Athletico explorou os lados do campo, encontrou espaços e chegou ao gol com Steven Mendoza ainda na etapa inicial. A resposta flamenguista veio em posse de bola estéril e cruzamentos previsíveis, incapazes de desestabilizar o sistema paranaense.
A predominância de bolas alçadas, quando havia meias técnicos à disposição, tornou-se tema de crítica entre torcedores e analistas. A incapacidade de variar infiltrações pelo centro expôs a limitação do repertório ofensivo, dado que nem mesmo a entrada de Jorge Carrascal conseguiu acelerar a circulação de forma consistente. Os números finais de finalizações mostraram equilíbrio, mas a superioridade atleticana em chances claras ampliou o debate sobre organização do Flamengo.
Para entender a dimensão estratégica do confronto, vale lembrar que o Brasileirão raramente perdoa falhas coletivas consecutivas: cada ponto desperdiçado pode custar posições na tabela e aumentar a pressão externa.
Mudanças de Jardim dividem a torcida
Ainda no primeiro tempo, Leonardo Jardim sacou Saúl e Samuel Lino para acionar Bruno Henrique e Everton. A alteração aumentou a presença ofensiva, mas quebrou o equilíbrio defensivo, permitindo contra-ataques que deixaram Kevin Viveros cara a cara com a trave de Rossi.
No segundo tempo, a insistência pelo corredor esquerdo enfim surtiu efeito: após sequência de jogadas pelo setor, Pedro apareceu dentro da área e deixou tudo igual. Foi o resgate de um ponto crucial, mas não o bastante para mascarar dois problemas: a exposição da última linha e a permanência de Danilo, já amarelado, até receber o segundo cartão aos 47 min.
Análise: gestão de risco e comando de vestiário
O episódio de Danilo, expulso nos acréscimos, sintetiza a contradição do Flamengo sob Jardim: ousadia ofensiva sem a contrapartida de controle emocional e tático. Deixar em campo um defensor pendurado enquanto o adversário força jogadas no setor revela decisão de alto risco que, desta vez, não custou o jogo, mas pode minar a confiança interna.
Além disso, a dependência de cruzamentos sinaliza dificuldade de extrair o máximo do elenco técnico à disposição. O calendário apertado do Campeonato Brasileiro exige soluções rápidas; manter o mesmo padrão previsível tende a acentuar críticas e ampliar o ruído entre arquibancada e comissão técnica.
O que você acha? Pedro salvou o resultado ou as escolhas de Leonardo Jardim colocaram o Flamengo em perigo desnecessário? Para mais análises do Brasileirão, acesse nossa cobertura completa.

